Domingo, Dezembro 17

Tiga Confessa Falhanço

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Raramente vemos um DJ internacional assumir que nem todas as actuações correm bem. Mas não correm. Tiga assumiu-o publicamente.

As redes sociais dos DJs estão repletas de fotos e vídeos de actuações impressionantes e, a ver por estas, estes DJs estão sempre em alta, o set corre-lhes sempre bem, nunca há dificuldades técnicas, problemas pessoais que interferem com o bem-estar, e consequentemente, com a performance. Só que todos nós sabemos que isto não é verdade. Há noites más, há noites em que por diversas e variados motivos um DJ não consegue viver à altura daquilo que é habitual, e nem sempre é culpa dele (mas às vezes é, como aponta Tiga).
Vale a pena ler na íntegra o post de Tiga: “Aqui está algo de que ninguém fala; e quando NÃO tocas bem. Quando és tu o que está mal na festa. A tua programação é preguiçosa, as tuas decisões mal informadas, vacilas entre a confiança e não saber o que fazes. Os teus discos soam lentos. Não consegues manter uma ligação. O centro não se segura. Invocas a arrogância para segurar a tua posição. ELES obviamente que não entendem. Aquelas “pessoas” ali fora. Aquela massa primitiva desconhecedora não compreende os níveis: que eu sou um mártir torturado pós-trance, deep-funk acid-tinged anti-techouse futurist pop-laced e que mesmo quando o meu esforço é mínimo e a minha energia anémica, e as minhas playlists são comparáveis a arte de outsiders e o meu entendimento da situação está totalmente comprometido pelo meu ego – -ainda assim eles deviam ajoelhar-se perante a minha REPUTAÇÃO e enlouquecer, gritar e aplaudir. Mas não. Há noites em que eles sabem algo que tu não sabes. E apenas assim, em algumas horas, a magia desaparece. Mas está tudo bem – faz com que seja ainda mais mágico o seu reaparecimento noutra cidade, noutra noite.
Por isso sim, desculpa Roma. Amo-te mas hoje não fui brilhante.”

Podem ler o post original aqui: http://bit.ly/2tRXjEE


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