Domingo, Dezembro 17

O Regresso do Rei: XL Garcia

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Certamente que conhecem o nome mesmo que nunca tenham tido a oportunidade de o ouvir tocar. Luís XL Garcia está de volta!

Estás de regresso depois de alguns anos de ausência, esta volta ao activo tem um sabor a “recomeço” ou a “reset”? 

Não só quero que tenha sabor a “reset”, como pretendo que seja um “day one”, ou um “zero minus something”. Nunca fui muito de me prender ao passado.

No anúncio da tua data escreveste algo muito tocante: “Pessoalmente, pretendo justificar o meu lugar entre os demais DJs pelo meu trabalho presente e futuro, e não pelo passado.”, ou seja, sentes que há toda uma nova geração que não conhece o XL Garcia e a quem, mais do ser uma glória do passado e da história, terás que provar que mereces a confiança para os fazer dançar, é isto?

Como escrevi no texto, existe uma história que marcou todo o meu trabalho. No entanto acho que devemos estar permanentemente sob escrutínio, e temos que justificar diariamente o nosso merecimento. Sempre fui muito crítico em relação a isso, portanto não pretendo usufruir de nenhuns privilégios. Se não justificar, então não devo andar aqui a atrapalhar quem merece cá estar.

Vamos contar às pessoas que não tiveram a sorte de te ouvir antes quem é o XL Garcia? A música evoluiu muito, e presentemente, qual é o(os) género(s) musicais que te vês a tocar?

Eu volto a dizer aquilo que uma vez disse numa entrevista. Só conheço dois tipos de música, a boa e a má! Dentro da electrónica gosto de flutuar consoante os eventos e os locais onde consigo tocar. Sabes, quando te agarras a determinado estilo, quando esse estilo passa de moda e “morre”, tu como DJ, “morres” com ele. A vitalidade da maior parte dos DJs da minha geração que continuam a “cirandar” por aí, foi termos passado por diversas fases musicais e sempre nos adaptamos. Gosto de surpreender por vezes com aqueles temas “out of the box”, mesmo que por vezes sinta que o público ache que estou a ficar um pouco senil !

Apesar de teres estado afastado certamente que foste acompanhando toda a evolução da cena da música electrónica nacional, o que é que gostavas de destacar como evolução? O que gostavas de criticar? O que gostarias de melhorar?

Positivo: O aparecimento de jovens com imenso valor, não só na produção musical, mas também na produção de eventos, e são eles neste momento que vão alimentando a dance scene nacional, porque infelizmente vão existindo cada vez menos clubes para os DJs trabalharem. Negativo: Continua a não haver um espaço radiofónico a nivel nacional onde o trabalho de DJs e produtores seja divulgado. Existem várias rádios locais que são autênticos “carolas” e que dão um valioso contributo, mas manifestamente insuficiente.

O teu regresso está marcado para Sábado, 25 de Novembro, no Microclub em Alcântara e vai ser uma noite muito emotiva. Certamente que vais trazer pérolas musicais para partilhar, como é que estás a preparar esta noite?

O Microclub é um espaço que privilegia e cultiva o que de bom se faz na música electrónica e tenta criar um ambiente familiar onde todos se sintam bem. Depois, e com referi no texto, tudo o que me une àqueles dois “loucos”, o “zero minus something” só podia mesmo ser ali. Quanto a pérolas, vão existir algumas, tenho estado a vasculhar e a ouvir, mas a estrutura será basicamente aquilo que sempre fiz. Tanto posso tocar um tema actual, como um de 2009, ou de 1995. Depende do meu grau de senilidade no momento!

Mais em:

www.microclub.pt

www.facebook.com/microclublx/

Foto: Sílvia Lopes/Flow Records

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