Sexta-feira, Dezembro 14

“Faz-me Dançar” episódio #3

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oscar baia
Vamos começar a terceira edição dedicada ao Ar e Vento

  1. Cabeças de vento:

Creio que se calhar é melhor começar a por um aviso (*) nos flyers…

* alguns DJs podem apresentar estados de espírito alterados. A organização não se responsabiliza pelos atos menos próprios dos intervenientes

Tem-me chegado ao ouvido situações de amadorismo gritante. Cabeças muito cheias e egos maiores que a piloca hahaha.

Sobem muito depressa e depois é so disparates… percurso a seguir… vem por aí abaixo.

Querem o respeito do público… façam-se respeitar. Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque e isso de se acharem super mega fabulásticos é mesmo pura ilusão vossa. Isto apenas uma profissão como tantas outras e a arte de saber olhar para uma pista e saber manipulá-la a gosto é algo que pelo que vejo e oiço, em 90% dos casos passa-vos mesmo ao lado.

Já agora essa mania de levarem os sets feitos e organizados de casa com as faixas 1.2.3.4.5.6… etc. é um trabalho da treta.

No mínimo levem uma pasta e toquem dali sem as terem por ordem. Senão mais vale colocarem um cd e pronto… mas isso já faz o David Guetta só que não leva 100 euros… hehehe

  1. Cata-ventos

Tenho a certeza que existem DJs que se perguntam o porquê do publico não os acarinhar.

É simples… muitos nomes da nossa praça são autênticos cata-ventos (não acreditam? Escolham um e visitem a página do Facebook e procurem anos anteriores)…

Mudam de nome e género várias vezes a ver se algum pega (e nunca pega) ou então andam a ver as modas e leem tanto jornalismo cor de rosa que tanto são DJs de House, depois Tech House e agora Techno. Algo que os define além de serem francamente maus no que tocam, e falarem SEMPRE mal do género que vão abraçar no futuro.

Ou seja em breve teremos uma carrada de novos DJs de Hardgroove… hahaha .|.

Um conselho aos que agora começam a dar os primeiros passos… evitem esta espécie e escolham o que vos vai na alma. Criem a vossa própria imagem e a partir daí evoluam dentro do género.

Não inventem e não se vendam, dá sempre mau resultado e não for pedir muito… ajudem-se uns aos outros pois juntos terão muito mais força.

Deixem os jogos de cintura para os dinossauros dos anos 90 e 2000. A maioria que nunca prestou está graças a Deus de saída e os que restarem é porque merecem aqui estar e com certeza que serão uma boa fonte de inspiração para o vosso tempo que está já ao virar da esquina.

(Acaba aqui o meu momento supernanny) Welcome to the Jungle!

Mas vamos ao que interessa…

Os escolhidos para esta terceira edição…

 

A.Paul

A.Paul
Deem as voltas que quiserem mas este é sem dúvida o nosso DJ mais internacional.
Com várias labels suas sendo as mais conhecidas a Naked Lunch e a Onh.cet, tem sempre trabalhos seus a saírem regularmente. É uma maquina a produzir e sempre com imensa qualidade.
Fácil falar de alguém assim. Para mim um dos melhores DJs de techno nacionais.
Foi com ele que aprendi umas das minhas profissões, design gráfico, e foi com ele e com o DJ Ferro que saiu o meu primeiro disco. O “Z”.
Vê-lo atuar é sempre um prazer e também uma boa oportunidade para estarmos a par do que mais recente se vai fazendo pelo mundo fora.Visitem as suas páginas no Beatport, Naked Lunch, Onh.cet e refresquem-se… vale mesmo a pena.

https://m.soundcloud.com/nakedlunchrecords
https://www.beatport.com/label/onh-cet-records/27506


NotoriousB
Tudo começou nos anos 90, com o boom da musica electrónica, começou por observar os seus dj´s favoritos de bem perto e a estudar as suas tecnicas e seleções musicais. 

Com as influências de Mario Roque ( X-MAN), Luis XL Garcia, Oscar Baia, Luis Leite, Dave Clark, Plasticman, Carlos Manaça, D-Formation, Chus, Dj Vibe e muitos outros. Os seus sets variam entre o tribal, tech, techno, house e mesmo deep ou melodic techno, garantindo uma viagem cheia de bom groove e um kick sempre bem presente e marcado.
Vive em França e conta já várias produções em muitas labels.
Vale a pena conferir o que anda a fazer.
https://soundcloud.com/notoriousb/

Ary Do Ó

Ary Do Ó
Um início igual a tantos outros … Numa visita a Lisboa em 1996 uma amiga leva-o ao Alcântara Mar, e partir dai foi só seguir o rasto das festas, pois pelo Algarve nada disso era muito conhecido. Começou a seguir todos os eventos do X-CLUB de norte a sul do pais, e daí a comprar uns pratos technics foi um salto.
É do Algarve e tem feito festas underground para os amigos da zona, com a Hardproductions, destaque para os after-hours na cave de uma vivenda privada , onde o Underground e o Techno se juntam – sintonia perfeita (e eu que deixei passar isto sem saber!!! Na próxima avisa!)

 O primeiro EP saiu neste passado 30 janeiro e eu não poderia deixar passar sem dar o devido destaque as boas vindas ao mundo da produção.
A faixa de estreia “Grooving Machine” faz-me dançar… e muito. Parabéns.
https://www.beatport.com/track/grooving-machine-original-mix/10153301
https://www.beatport.com/track/the-lab-original-mix/10153304

Tico Torres

Tico Torres
Por influência de alguns DJs portugueses e com um estilo futuristico, Tico Torres aka DJMem, está na música electrónica desde 1995.
O seu primeiro disco foi editado pela prestigiosa Squeeze Records (Portugal). Trabalhou para a Dance Planet, juntamente com Zé Migl, onde teve contato com “sério” equipamento electrónico.
Movimentando-se no circuito paralelo sem nunca se afastar da música, podemos encontrá-lo nos sítios mais inesperados.
Muito pump bem a meu gosto para um club.
Oiçam.
https://soundcloud.com/tico-torres/skirt-machine
https://soundcloud.com/tico-torres/jack-it-up-tico-torres-remix-final

A minha festa de aniversario no LAV…
Fantástico ter partilhado o dia de aniversário com um colega meu.
Tivemos de tocar cedinho (o que não gosto nada) mas com um público bem agradável, cheio de amigos/as era impossível eu ficar aborrecido e foi uma fantástica prenda de aniversário oferecida pela Patty e pelo Gabriel.
Fabulosa banda sonora a cargo do A.Paul e Pig & Dan e WD.

Klub Kafka

Klub Kafka
Com muitos K’s no nome mas sem pertencer aos Rochas (hehehe) o espaço do Gito (sim é este a quem podem lá ir chatear a ver se vos arranja uma data) consegue ser agradável e despretensioso.
O Gito sabe que para se fazer uma casa é preciso ir mudando a decoração de tempos a tempos, mantendo uma equipa super simpática mas acima de tudo conseguir atrair um monte de gente gira que por lá se passeia nos dias em que abre.
Se não cair no erro de ir em fantasias de horários estendidos, e se conseguir inovar nos artistas convidados, certamente que será uma casa que irá marcar o seu espaço.

Assim me despeço até ao próximo mês.

Puntzz Puntzz Puntzzz

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