Quarta-feira, Novembro 14

DJ Profile – Deepblue

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Oriundo de Viseu, João Carvalho, conhecido como Deepblue, surgiu de rompante na cena nacional numa colaboração com Pete Tha Zouk em 2012 intitulada “We Are Tomorrow”. Desde então não parou, nem de tocar, nem de produzir e diversificou o seu talento transformando-se também num comunicador e youtuber. Aos 26 anos e confesso admirador de deadmau5, Oliver Heldens e Tom Staar, entre outros, exprime-se nas galáxias sónicas do house e future house. Nesta entrevista Deepblue partilha com a Dance Club o seu percurso até hoje.

Quando começou o teu interesse por música electrónica? Muito cedo, penso que em 1998, tinha eu 6 anos e ouvia temas como “How Much Is The Fish?” dos Scooter. A partir daí passei a ouvir quase só electrónica.

Quando e como soubeste que querias ser DJ e produtor? Muito antes sequer de ter ido à minha primeira festa. Sempre fui muito ligado à informática e tecnologia em geral, pelo que quando vi que existiam equipamentos que faziam e misturavam música, interessei-me pelo funcionamento deles. A partir daí, comecei a “brincar” com software até perceber que tinha um gosto fora do normal pelo que estava a fazer.

Como e quando foi a tua primeira oportunidade de tocar para um público? Lembro-me perfeitamente. Tinha 14 anos. Uma festa da escola, pela associação de estudantes, eu levei um portátil e um adaptador para poder ter duas vias e ligar a uma mesa de mistura (a minha primeira, que ainda guardo de recordação!). Depois, de forma mais profissional, foi no ano seguinte, num bar/club da minha cidade. No início dessa semana, gravei um DJ set num CD e meti-o debaixo da porta durante o dia, enquanto o bar estava fechado. Dias depois recebo uma chamada com feedback positivo, e lembro-me que o dono estava reticente por me contratar por ser muito novo para estar ali. Fiz a noite, e ao fim ganhei uma presença assídua naquele bar.

Tens alguma residência? De momento não, mas já tive e acho que é essencial para qualquer DJ.

Quais foram os bares e clubs ou eventos onde já tocaste? Clubs foram imensos, principalmente desde 2011, alguns também lá fora, mas posso destacar alguns eventos como o RFM Somnii e a EDP Beach Party.

No que toca à produção musical, quando é que te interessaste por produzir música? Mais uma vez voltando ao software… lembro-me de um dia o meu pai me mostrar um software chamado “FL Studio”, que servia para “fazer música”. E eu, na minha inocência, lá experimentei… mas não progredi muito. Mais tarde, curiosamente numa revista da Dance Club, ofereciam um CD com samples de uma faixa do DJ Vibe. Comprei, copiei os samples e comecei a mexer para perceber o funcionamento do programa. Acabei por fazer uma remistura e quando dei por mim já estava à vontade com o programa.

Que passos deste para aprender Produção? Vi alguns tutoriais no YouTube, passei muitas horas a rodar knobs e clicar em botões até perceber o que faziam, e fui partilhando ideias com alguns amigos e colegas de profissão, que ainda hoje produzem também. Com essa entreajuda conseguimos todos desenvolver as nossas capacidades.

Quais são as tuas editoras de referência? Neste momento não ligo muito a editoras pois normalmente partilho a minha música totalmente grátis diretamente nas plataformas de streaming. Mas já editei em boas labels como a Warner Bros Records, que é e sempre será uma referência gigante. No mundo da electrónica, gostava de lançar numa Spinnin’, por exemplo.

Tens algum tema editado ou em vias de edição? Já tenho um bom catálogo de temas editados, e tenho vários para sair em breve!

Onde te podemos encontrar? No estúdio! 😂

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