Sexta-feira, Novembro 24

DJ Profile – Dead Chaos

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O futuro da electrónica escreve-se com novos talentos, DJs e produtores, a Dance Club quer apresentar-vos uma seleção de novos artistas que vão moldar a cena da música de dança.

 

Género(s) musicais:
Trap & Dubstep.

Artistas de Referência:
Zomboy, Nghtmre, Virtual Riot, Yellow Claw, Skrillex, KURA, Bad Royale, Herobust, Crankdat, entre outros.

Quando começou o teu interesse por música eletrónica?
Sempre fui um amante de música no geral, fosse ela pop, rock ou hip-hop, mas o meu primeiro contacto com a música eletrónica foi por volta de 2010 no ensino secundário, apresentada pelo meu grupo de amigos. Antes disso, pouco ou nada conhecia sobre a dance scene. Sendo da geração de 90, lembro-me de crescer e ouvir vários temas de artistas que hoje em dia são considerados lendas (Tiësto, Eric Prydz, Roger Sanchez, etc.), mas talvez por ser muito novo nunca senti uma grande ligação.

Quando e como soubeste que querias ser DJ e produtor?
Por volta dos meus 16 anos fui pela primeira vez um evento noturno (como cliente) e foi como se diz: amor à primeira vista. Acho fascinante a capacidade que os DJs ou quaisquer outros artistas têm de poder influenciar o estado de espírito de alguém através da música, e essa foi a principal razão para me tornar DJ.
Algum tempo depois de tentar iniciar carreira como DJ, as coisas não pareciam resultar, então senti que precisava de algo que me destacasse no mercado. Então, na minha opinião, não havia melhor maneira do que produzir a minha própria música e criar uma identidade com que as pessoas se identificassem e seguissem, assim como eu me identifiquei com muitos artistas na altura.

Como e quando foi a tua primeira oportunidade de tocar para um público?
Como DEAD CHAOS, a minha primeira atuação foi em outubro de 2016. No entanto, já tinha atuado em vários eventos entre 2010 e 2013, com outros projetos. A minha primeira atuação como DJ foi no Porto, em 2010, para pouco mais de 25 pessoas.

Tens alguma residência? Onde?
No início da minha carreira como DJ fui residente de uma promotora de eventos durante cerca de 8 meses. De momento não tenho qualquer residência, nem faz parte dos meus planos como DEAD CHAOS. Quero desenvolver a minha carreira em função da música que produzo, não o contrário.

Quais foram os bares e clubs ou eventos onde já tocaste?
Já passei por vários bares e clubs em Portugal. Dou principal destaque ao Musik Club (num evento UKF), Villa Porto, LW Club, entre muitos outros.

No que toca à produção musical, quando é que te interessaste por produzir música?
Indo de encontro ao que disse na questão anterior, o facto de me querer destacar levou-me a produzir a minha própria música.

Que passos deste para aprender produção?
O primeiro passo foi escolher o DAW que melhor correspondia às minhas necessidades (no meu caso optei pelo FL Studio). Ver vídeo-tutoriais, ler artigos sobre quase tudo, desde equalização, compressão e sound design por exemplo, são muito importantes. Além disso ter amigos com quem trocar ideias e partilhar conhecimento acelera o processo.

Quais são as tuas editoras de referência?
Imensas… Never Say Die, Disciple, Barong Family, Dim Mak, Buygore, Mad Decent, entre muitas outras.

Tens algum tema editado ou em vias de edição?
Sim, tanto editado como em vias de edição. Em 2015 surgiu a ideia de abrir uma editora com o Frepz – LVRE – e foi onde lancei a minha primeira faixa original (‘Hostile’) que contou com dezenas de milhares de streams e downloads. Mais tarde trabalhei com alguns daqueles que na minha opinião, são dos maiores talentos nacionais: 2win Beam, Deepblue e Pete Kingsman. Entretanto tive a oportunidade de remixar oficialmente temas de artistas que admiro como por exemplo KURA, Putzgrilla e Deepblue. Para o futuro tenciono lançar o meu primeiro EP com alguns temas originais e colaborações com novos talentos e com enorme potencial.

Quer no DJing como na Produção quais foram os maiores desafios ou dificuldades com que te deparaste para lançar a tua carreira?
Penso que todos os artistas no geral passam por diversos desafios ao longo da sua carreira. Penso que a falta de investimento, apoio e oportunidade e a dificuldade em promover o nosso trabalho são dos principais desafios para quem está a tentar entrar no mercado. Mas com persistência e dedicação temos a nossa oportunidade, é crucial não desistir.

“Penso que a falta de investimento, apoio e oportunidade e a dificuldade em promover o nosso trabalho são dos principais desafios para quem está a tentar entrar no mercado.”


O que pensas que poderia ou deveria mudar na cena da música de dança, nacional e internacional?
Este é um assunto muito delicado e debatido nos últimos anos. Pessoalmente, fico muito feliz pela grande aposta dos grandes festivais nacionais na música eletrónica. Lembro-me de há uns atrás ser impensável ouvir electro ou trap numa das rádios principais no nosso país e hoje isso é possível! Acho que estamos no bom caminho, não tão “evoluídos” como a Holanda por exemplo, mas definitivamente no bom caminho.

Onde te podemos encontrar?
Facebook: facebook.com/deadchaosmusic
Soundcloud: soundcloud.com/deadchaosmusic
Instagram: instagram.com/deadchaosmusic
Twitter: twitter.com/deadchaosmusic
Spotify: spoti.fi/2cz2B1a
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCO0x_E_kx3QMs0p88O2971g

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