Terça-feira, Agosto 9

A.Paul, o embaixador techno de Lisboa!

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A.Paul, DJ/produtor português, é um dos artistas techno mais prolíficos e talentosos do país, conta com mais de três décadas de experiência, e é hoje uma referência na música eletrónica a nível internacional. O techno é a sua verdadeira paixão, tendo sido eleito – nos “Dance Club Awards” – durante vários anos o melhor DJ português deste estilo. O seu som eclético e técnica apurada, garantiram-lhe uma posição em alguns dos melhores mega-eventos e clubes do mundo, de onde se destacam: Awakenings, Decibel, Chateau Techno (Holanda), Evolve (Canadá), Nature One, Syndicate, Ruhr-in-Love (Alemanha), Global Vision (França), Apokalypsa, Beats For Love (Rep. Checa), Liberty White (Belgica), Rock in Rio, Technolandia (Portugal), Aquasella (Espanha), para além de alguns dos melhores clubes como Tresor, Lehmann, Ostgut, Butan, MS Connexion, U60311 (Alemanha), Fabrik, Industrial Copera, Eden Ibiza (Espanha), Rex, Inox (França), Ambasada Gavioli (Eslovenia), Perron, Panama (Holanda), Locomia, Kadoc, Rocks, Kremlin, Pacha (Portugal) entre muitos outros.

Estivemos à conversa com A.Paul, que nos fala de forma bem pessoal sobre os seus passos no mundo da produção e do Djing, desde o inicio aos dias de hoje, influenciando nesse percurso muitos djs techno que o seguem…

Antes de mais há quantos anos és DJ/Produtor e como começou essa tua paixão pela música Eletrónica, e o foco no Techno?
O caminho já é longo, e continua a ser travado com muita paixão e dedicação. Sem conseguir precisar ao certo, seguramente já há mais de 30. A paixão pela música sempre esteve presente, mas a abordagem profissional, o querer “fazer disto vida”, surgiu durante a adolescência, numa primeira fase abarcando vários estilos dentro da eletrónica (dancei breakdance, e cheguei a ter um projeto hiphop no final dos anos 80 também), acabando por me apaixonar pelo techno em 1996, aquando da minha primeira visita internacional à Alemanha enquanto DJ. Nesta altura, acho que em Portugal existia apenas um “estilo” abrangente chamado “dance music”, mas as coisas já estariam a tomar forma para o aparecimento de várias vertentes sonoras, entre as quais o Techno. O DJing surgiu primeiro, mas a curiosidade pelo mundo da produção acompanhou- me também quase desde o início, sendo que o meu primeiro disco saiu em 1995.

Recordas-te em que festa te iniciaste como Dj ?
Recordo-me de algumas no início sim, algumas delas marcantes, e certamente com lições a aprender. Quando comecei a pensar nisto mais a sério, eu já tocava no meu estúdio e em festas para amigos há algum tempo, e certo dia fui convidado para tocar num bar no Cacém, relativamente perto de onde eu morava, em Queluz. Foi o primeiro contato com público regular, apesar de ter que tocar coisas com as quais já na altura não me identificava muito como o pop/rock, mas era a única forma de manter esse contato com o público. Ainda no Cacém, mais ou menos na mesma altura (eventualmente até o meu primeiro gig público), lembro-me de um episódio, quando fui convidado para tocar numa festa de escola, num pavilhão enorme. Na altura os DJs não solicitavam monitores na cabine, simplesmente não se usava (a maioria dos DJs eram residentes e estariam sempre habituados ao som das casas julgo eu), e eu, que achava já ser dotado de uma técnica bastante razoável, quando tento misturar, literalmente todas as misturas saíam ao lado. Num pavilhão grande, com som longe da cabine, tentar misturar foi, de fato, uma aventura complicada, que acabei por dominar a muito custo. Aprendi que, ser DJ envolvia outro género de desafios para os quais estaria que estar preparado.

Como começaste a produzir as tuas primeiras músicas e com que softwares trabalhas? Tens algum segredo mais técnico que possas compartilhar connosco?
Eu acima de tudo, tenho uma paixão enorme por produzir música com qualquer ferramenta à minha disposição, e gosto muito de experimentar. Ao longo dos anos, já trabalhei com quase todos os softwares de produção que possas imaginar, bem como muito hardware com o qual fui tendo contato. Ao nível do software, trabalhei com vários “trackers” no Commodore Amiga, e mais tarde Cubase, Cakewalk, Protools, Logic, FL Studio, sendo que, desde 2005 estou praticamente a fazer tudo através do Ableton Live. Segredos técnicos hoje em dia deve haver poucos, dada a enorme panóplia de vídeos de tutoriais na internet, mas o que ainda trava muita gente na música eletrónica é a capacidade de passar da fase “loop” para a obra completa, e isso permeia tanto novos produtores como alguns com mais tempo na cena. Tem a ver com disciplina de trabalho, logo necessita de um método, que se desenvolve ao longo dos anos. Mas até isto, hoje em dia se ensina na net, é só procurar.

Conta-nos por onde tens andando, como és recebido cada vez que vais tocar lá fora?
Um pouco por todo o mundo, e sempre bem recebido. Sabe bem ires a um vilarejo qualquer num sítio recôndito num país qualquer, e pessoas lá saberem quem eu sou, e gostarem da minha música. A minha carreira foi desenvolvida em Portugal quase em exclusivo até ao ano 2000, só mais tarde procurei outros cenários, e consegui com muito trabalho, passar a atuar internacionalmente todos os fins de semana. Isso aconteceu com a produção, claro, não havia melhor cartão de visita na altura, as redes sociais ainda estavam a dar os primeiros passos, e era mesmo esse o caminho.

Quando estás em palco, quais são as emoções que mais tens presentes?
A presença num palco não é fácil para a maioria das pessoas, e eu, ainda hoje ás vezes, tenho uns momentos de “stage-fright” que passam logo quando começo a tocar. Aprendi a conhecer-me enquanto artista, e sei que as pessoas lá estão para me ouvir e se divertirem, por isso só tenho que dar o meu melhor. Conseguir tocar tanta gente com a nossa música e partilhar todos aqueles momentos únicos, é um privilégio, sou humilde o suficiente para o reconhecer. Descobrimos uma forma única de celebrar a vida, tudo o que se vive naqueles momentos fica para sempre.

Quais foram os Clubes onde mais gostaste de tocar Nacionais, Internacionais, e porquê? São muitos, ficávamos aqui o dia todo, são muitas experiências fantásticas. Penso que os que estão em destaque na minha biografia, mostram alguns dos meus favoritos. Eu gosto muito, e por razoes necessariamente diferentes, de ambas as experiências de club e de rave ou festival, e felizmente tenho tido a chance de atuar em grandes eventos desses e clubs também. Na maioria das vezes, os clubs são intimistas, o público está perto de ti, há mais contato, é muito fixe. Nos festivais, é diferente, uma energia indescritível, é muita gente a dançar com grandes sistemas de som, que permitem sentir ainda mais o power da eletrónica.

Tens uma média muito grande de atuações, muitas delas em Portugal. O que é que isto significa para ti?
Com altos e baixos, certamente, mas continuo a ter muitos pedidos para Portugal o que me agrada muito, claro. Primeiro, porque as viagens internacionais, às vezes já pesam nas costas, e por outro lado, “jogar em casa” é sempre um desafio e um prazer. Gosto muito de tocar para o público nacional e sempre fui muito acarinhado, não me posso queixar. O próprio público português, ao nível de Techno, também é hoje mais rico culturalmente, mais aberto e versátil, o que permite a artistas ecléticos como eu, estar mais à vontade.

Qual é a sensação de seres um dos DJs techno mais conceituados a nível nacional/internacional?
Sabe bem, e sei que foi fruto de muito trabalho, o que acrescenta ainda mais algum tempero à coisa. Portugal é um país pequeno, e durante muito tempo, houve muita luta de bastidores, e muitos colegas meus não entendiam que unidos, certamente teríamos mais sucesso. Os promotores também não ajudavam, havia muito amadorismo no meio de algumas coisas bem feitas. A coisa foi estagnando. Tive que seguir um rumo diferente que me permitisse outros vôos e consegui. Entretanto, não sei se as coisas mudaram assim tanto, porque durante vários anos, lá está, afastei-me muito desses bastidores aqui em Portugal, mas tenho visto na nova geração techno, uma vontade diferente, pelo menos ao nível dos artistas, e penso que os resultados se começam a ver. Nunca houve tantos artistas nacionais a mostrarem o seu valor lá fora.

Um momento da tua carreira no qual sentiste mais satisfação pelo teu trabalho?
A minha carreira tem vindo a fluir em vertentes diferentes e a satisfação surge igualmente de formas diferentes, até porque para além da música ainda me aventuro noutras áreas como a escrita ou artes visuais. Enquanto produtor de Techno, a minha principal satisfação vem do processo criativo. Estou num momento único, no qual, quase que de uma forma terapêutica, eu me esqueço do mundo e exploro a minha mente criativa. Terminar os temas, claro, também. É ótimo terminar a obra, e o eventual reconhecimento dos meus pares e público, são igualmente essenciais. Enquanto DJ, o reconhecimento é diferente, vem do contato direto com as pessoas, nessa troca de experiência humana através da arte, da música. Mentira se dissesse que ter sido eleito melhor DJ Techno nacional várias vezes não significou nada. Apesar de na altura (2000-2003) ter sido, na verdade, quase uma surpresa para mim, foi importante a validação, saber que a dimensão do público que gostava do meu trabalho era, de fato, maior ainda do que eu pensava. De qualquer forma, e no geral, acho que, olhar para a minha carreira, e ver que, mesmo com altos e baixos, me tenho mantido sempre a um nível alto, é a maior satisfação que tenho profissionalmente, terem passado mais de 30 anos e ainda aqui estar.

Nos anos 90, o mundo do Techno surge em Portugal. Nessa altura, lembro-me que o X-Club foi pioneiro do movimento nacional, estavam presentes de norte a sul do país, com eventos repletos de party people. Recordas-te como foi os teus primeiros tempos nesta agência? O que mais te marcou, o que te deixa saudades?
O X-Club foi, de fato, marcante no panorama nacional nos anos 90, trabalhei com eles vários anos, não só enquanto artista, mas também com outras funções, visto que eu fazia uma boa parte dos trabalhos gráficos, flyers etc. Foi uma época de muita descoberta, foi uma das primeiras agências assim mais a sério cá em Portugal, e era também uma família. Bons tempos, vieram cá grandes artistas também, o que contribuiu para solidificar a minha presença em cartazes importantes, bem como ter contato com vários estilos dentro do Techno.

No sul, tocavas muito na Locomia e a Kadoc, duas das mais simbólicas discotecas do país, por onde passavam os melhores DJs do mundo, e as melhores noites da Europa, de fato, faziam-se sentir no Algarve. Podes contar como foram as tuas atuações nestes espaços que tanto marcaram uma geração?
Sim, a par com meia dúzia de espaços em Lisboa e no Norte, onde também se escreveram muitas páginas da história da música eletrónica nacional, o Algarve nesta altura tinha uma movida fantástica, e sinto-me privilegiado por ter tido uma participação tão ativa em alguns desses momentos. Eu tinha uma residência mensal na Locomia, e tive momentos inesquecíveis. Na Kadoc também, grandes eventos, festões. E existiam mais casas no Algarve que também mexeram bem durante alguns anos. Tenho pena que se tenha perdido o espírito dessa geração. Não quer dizer que não existam lá festas esporádicas hoje em dia, ou alguns festivais de verão com algum relevo, mas essa altura foi muito fixe mesmo, era um espírito muito bom, e ravers do país inteiro rumava ao sul para o viver.

Outro evento emblemático dos anos 90, foi a Tecnolandia. Eram eventos com grandes artistas também, em grandes palcos. Podes falar-nos um pouco de como era, e o que sentias ao tocar lá?
A Tecnolandia terá sido um dos mais importantes eventos da Kaos Records, provavelmente. Eram boas festas bem organizadas, e contavam sempre com extensos lineups de Techno. Guardo bons momentos, cheguei a tocar em várias.

Achas que o Party People sentia mais a vibração da música que atualmente?
São épocas diferentes, e é difícil de avaliar. Inicialmente talvez sim, porque era um grupo muito restrito e muito apaixonado pela música e por todo o movimento, depois ao se massificar, naturalmente, algumas pessoas ficaram mais ligadas que outras, a viverem isto à sua maneira, com mais ou menos intensidade e dedicação. Hoje em dia há muito mais escolha, eventualmente ouvidos mais preparados para sons diferentes, e decerto que curtem muito também. Nesta matéria, não sou nada “velho do restelo”, aceito os tempos, e a mudança, e gosto tanto de Techno hoje como no primeiro dia, embora hoje exista muita distração do fundamental, a música. Só isso me preocupa um pouco.

As tecnologias evoluíram e a forma de consumir música também. Depois do vinil, surgiu o formato digital. Achas que a pirataria, por exemplo, de alguma forma prejudicou o sucesso dos artistas?
Acho que foi algo natural, por um lado, porque as pessoas, o que possam consumir à borla, não irão pagar. Passa-se com a música, com os filmes, e com qualquer arte que seja possível de transformar para formato digital. Do ponto de vista do público até compreendo, “a ocasião, faz o ladrão”, é fácil demais. Mas já me custa mais ver colegas meus, a trabalharem com música pirateada. Acho um pouco triste, desrespeitoso com os artistas que produzem as músicas. De qualquer forma, penso que, nos dias que correm, para um músico underground, de Techno por exemplo, nunca seria com o dinheiro de royalties que iriam ganhar a vida, mas sim com os gigs como DJ ou Live performance. Há muita música a sair e consome-se muito rapidamente, não se faz muito dinheiro com vendas. Pode ser que a coisa mude de futuro, ainda recentemente ouvi falar de um projeto interessante chamado Aslice, do músico DVS1, que tenta criar uma ponte de reconhecimento financeiro aos produtores, através do apoio dos DJs. A ver vamos, pode ser que resulte, seria importante.

Fala-nos sobre a tua Naked Lunch, como tem estado a correr o projeto?
Tem sido uma aventura muito bem-sucedida, um feedback incrível ao longo dos anos. O projeto começou como uma editora de vinil em 2005, mas logo no ano seguinte entrou para o Beaport, o que permitiu expandir-se muito, porque o ritmo de edições pôde crescer. Tive o prazer de editar os melhores artistas do mundo, mas nunca deixei de apoiar novos talentos tanto nacionais como internacionais. Mais tarde criou-se um podcast, uma agência de DJs, organizamos eventos também. Um grande orgulho para mim, sem dúvida alguma.

Que outros projetos tens previsto para o futuro?
Eu sempre me envolvi em muita coisa, às vezes até demais, porque o tempo não estica o suficiente. Com a pandemia, algumas coisas mudaram, e novos projetos nasceram. Para além de uma agenda muito forte na Naked Lunch, neste momento estou a desenvolver outro projeto muito interessante com o DJ Dextro, chamado TRΛNSFØRMΛ, um site onde disponibilizamos vários produtos para DJs e produtores. Desde EPs exclusivos, samples e loops para produção, concursos de remixes, merchandising, bem como sets nossos em vídeo, e ainda outros serviços na nossa área. Estou ainda ligado, com uma residência bimensal, ao projeto techno-club.net do Cisco Ferreira (The Advent), um site de sets ao vivo, que nasceu no início da pandemia, e se mantem bem vivo até agora. De resto, vou continuar a produzir música com regularidade e a viajar pelo mundo.

Referiste o nome de Cisco Ferreira. Sei que são amigos, qual é tua opinião sobre a sua carreira?
Conheço o Cisco desde 1997. Gostei sempre muito do estilo dele, era presença assídua nos meus sets, e mais tarde viemo-nos a tornar grandes amigos, família até, diria eu. Trabalhamos em várias áreas, chegamos a ter uma distribuidora de vinil juntos (MPC) e de vez em quando fazemos umas malhas também. É um grande artista, um génio do Techno, e tem tido o reconhecimento que merece, pelo menos a nível internacional.

A cena da música eletrónica tem vindo a evoluir de várias formas, e atualmente existem mais DJs do que produtores a tentar entrar na indústria. Achas que, hoje em dia, um novo artista tem mais dificuldades de entrar na cena que antigamente?
Há muitos DJs, e igualmente muitos produtores a tentarem ganhar o seu espaço e iniciar uma carreira na música eletrónica. Todas as semanas descubro gente nova a produzir música, malta com potencial, novos talentos com muita vontade, e DJs claro, muitos também.
Os desafios são muito diferentes do que eu tive. Os da minha geração tiveram que quebrar mitos, abrir portas, lutar muito. Neste momento a luta é diferente. A maior dificuldade, prende-se com o fato de o talento musical ser, muitas vezes, preterido em função de outras coisas, como o aspeto visual, e o reconhecimento (muita vezes criado artificialmente) nas redes sociais, por exemplo. Convém lembrar que o Techno surgiu como um movimento de contracultura, procurando fugir aos maus vícios da música pop, e têm vindo lentamente a ser devorado pela sua mercantilização. Claro que espero que os verdadeiros talentos continuem a sentirem-se encorajados, e que sobressaiam, podendo fazer da música a sua carreira, mas sinto às vezes que os valores se vão perdendo, e temo um pouco pela perda de qualidade num todo.

Se tivesses o poder de mudar algo na Música Eletrónica, o que seria?
Mudava algumas coisas, algumas delas até já referi anteriormente. Eu sou um purista, e para mim o talento enquanto criador, quer como produtor quer como DJ, artista, deveria estar acima de qualquer coisa, e isso tem-se vindo a perder. A música para mim é o mais importante, porque é a música que nos une. Hoje temos muito ruído, muito circo à volta disto, mas penso que até certo ponto, é o preço que temos que pagar pela massificação do movimento. Eu manter-me-ei fiel aos meus princípios, só sei ser assim.

Que conselho dás para os mais novos que se estão a iniciar na produção?
Se o talento estiver presente ele ir-se-á manifestar, e com um pouco de sorte aliada à vossa dedicação, as coisas um dia vão acontecer. Percam tempo a estudar a forma de utilizarem as vossas ferramentas, e invistam o máximo possível na vossa arte, mesmo que tenham que abdicar de outros compromissos. Temos que saber aquilo que realmente é importante para nós, não é?. Ah, e outro conselho comum, mas verdadeiro, é o de não tentem imitar ninguém. Influências são importantes, mas os verdadeiros artistas, os vencedores, são únicos, não são cópias.

Para terminar gostarias de deixar algumas palavras para a comunidade do Techno em Portugal que te segue?
Sim claro, em primeiro lugar um agradecimento grande por me terem dado a mim momentos inesquecíveis ao ver-vos dançar a minha música ao longo dos anos, e, ao mesmo tempo, lembrar-vos, mais uma vez, do privilégio que é podermos vivenciar esta arte a que chamamos Techno, um estilo musical e um movimento cultural brilhantes, num mundo moderno tão complicado, tão cheio de desafios. Estamos juntos! Obrigado Sandra pela entrevista, foi um prazer.

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Entrevista por Sandra Parreira.

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